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Lauro César Muniz: A consciência crítica da dramaturgia brasileira

Lauro César Muniz tem 77 anos. Muitos anos de vida, muita experiência. Uma cabeça grisalha onde fervem pensamentos jovens, progressistas, contemporâneos. Destinado à vanguarda, esse dramaturgo nascido em Ribeirão Preto é provavelmente o nosso maior autor vivo. Homem de teatro, televisão e cinema, vive de sua arte desde a década de 1960. De seu talento e trabalho árduo surgiram obras geniais como a peça Sinal de Vida e a novela Escalada.

Recentemente lançou uma caixa com quatro livros contendo suas obras completas para o teatro, editada pela Giostri Editora (que você pode comprar clicando aqui). Suas obras para a TV costumam ser reprisadas. Recentemente o canal Viva e a Rede Família retransmitiram trabalhos seus.

Quatro filhos, alguns casamentos, amigos e parceiros depois, Lauro hoje prepara novos projetos para o cinema e a televisão. Não quer mais escrever telenovelas. Ambiciona criar uma última grande peça de teatro. Aproveita o bom convívio com a esposa (a atriz Bárbara Bruno) e o aconchego do lar para alcançar tais intentos.

Este blog traz em seu primeiro post uma entrevista carregada de verdade e consciência crítica. Com o Lauro não poderia ser diferente. Hoje há poucos homens com tamanha coragem em nosso meio. Lauro não tem vocação para o corporativismo, para a média, para a dissimulação. Tem um senso crítico vivo, alerta, consciente de si e da profissão. Odeia bajuladores, despreza a ignorância e o reacionarismo. É um homem raro.

Para entrevistar este patrimônio de nossa arte, convidei pessoas que poderiam extrair dele algo digno de nota. Creio que conseguimos.

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GIOVANA MORAES, roteirista:

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“Lauro, tenho a impressão de que nós, autores, andamos com medo. E pior, o inimigo não está ali. O que será que a gente teme?”

Estamos com medo da mediocridade que assola o país. Na televisão estamos sob o controle das emissoras que buscam apenas a audiência, nunca a qualidade. No cinema temos mais liberdade, porém os produtores querem investir em projetos para o grande público e cometem o erro do menosprezo à inteligência dos espectadores, como na TV. A Globo Filmes abriu um espaço para repetir na telona o que faz na telinha: comédias com pouca preocupação com a realidade social e humana do país. Salvam-se alguns filmes com alguma qualidade. Tecnicamente (fotografia, edição, interpretações) o cinema nacional é muito bom. Temos que buscar produtores que confiem em nossos projetos, livres de compromissos comerciais. Recentemente vi um filme brasileiro muito bom que o próprio produtor censurou, mutilou e acabou por vetar. Porque o filme falava sobre uma realidade dura, a saúde.

CLÓVIS LEVI, escritor e dramaturgo:

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“Na elaboração de seus textos teatrais você parte da trama? Parte de um ou de dois personagens? Parte do tema? Parte de tudo isso junto? Qual o peso que a elaboração dos personagens tem na construção de suas peças? Um enorme abraço, Lauro.”

Tenho duas posturas nítidas como dramaturgo: escrevo para a televisão atendendo as expectativas das emissoras. No cinema trabalho dialogando sempre com o diretor do filme. E, ao contrário, no teatro eu só escuto a minha voz interior, as minhas angústias, as contradições, o ridículo das instituições impostas ao grande público. Costumo dizer que no teatro escrevo por compulsão, para me livrar, rindo ou não, das coisas que me incomodam muito. Em geral, tenho observado que no teatro me divido em duas ou mais personagens que representam dois lados de minhas contradições mais agudas. Em geral busco o humor, mesmo que as angústias sejam dolorosas. É como quando rimos de nossa impotência diante de fatos consumados. Personagens devem ser sempre muito contundentes, verdadeiras mesmo quando escrevo uma farsa. A base é real apesar das personagens sofrerem, por vezes, distorções pedidas por um enfoque menos realista.

JESYKA LEMOS, escritora e ilustradora:

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“Lauro, qual é o seu escritor favorito?”

No teatro moderno, século XX, li muito o Bertolt Brecht, F. Durrenmatt, Sartre, Eugene O’Neil, Pirandello, Edward Albee. Entre todos, eu babo de prazer ao ler Pirandello.

ALEXANDRE FREITAS, ator:

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“Por que todas as novelas que dão audiência atualmente são baseadas somente em tragédia, traições e gente mau caráter? O que aconteceu com a boa comédia brasileira?”

As novelas deixaram de buscar a novidade, se repetem em clichês muito antigos, contam quase sempre a mesma história, com filhos perdidos, pais desaparecidos, vilões extremos com armas nas mãos, etc… A comédia foi exercida na TV Globo, no passado, por brilhantes autores: Bráulio Pedroso, Mario Prata, Dias Gomes, Carlos Lombardi. Alguns autores de menos talento têm tentado a comédia, em geral a farsa, o pastelão. Há exceções, ainda. No ar apenas a poluição, nada de grandes talentos.

IMARA REIS, atriz:

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“Qual o seu sistema de trabalho? Faz pesquisa? Rala? Ou tem o lance da inspiração, da intuição?”

Intuição conta muito! No teatro, como disse antes, enfrento meus fantasmas interiores, mesmo que eles mostrem-se nus por fora. Na televisão analiso qual o tema que está sendo discutido em profundidade em nosso país. Hoje seria a corrupção. Não há trabalho sem grande esforço. Ralei a vida inteira.

ED JÚLIO, produtor teatral:

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“Que texto seu você considera ser o que dialogue melhor com o momento pelo qual o país atravessa?”

No teatro “O Santo Parto” e ainda “Sinal de Vida”, embora tenha uma peça que é sempre encenada pelo Brasil afora: “O Santo Milagroso”. Na televisão, minhas novelas “Escalada” e “O Casarão”, apesar de escritas na década de 1970, estão muito vivas pois mergulham nas angústias humanas. “O Salvador da Pátria” é um Brasil que está no poder, hoje. Erroneamente, o povo ainda acredita em salvadores. Pobre Dilma que não tem este talento salvacionista.

LUCIANO CHIROLLI, ator:

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“Lauro, qual autor de teatro contemporâneo te inspira atualmente e que autor na televisão você ainda acha instigante? Abraço do seu fã.”

Gosto sempre dos trabalhos de Gilberto Braga na TV. O atual, “Babilônia” não parece nascer das vísceras dele, muito menos do coração. Estranho muito certa insistência em temas batidos e velhos em todos os autores. No teatro brasileiro gosto dos trabalhos da Consuelo de Castro e do Bosco Brasil. Fiquei muito feliz com a última peça do Ivam Cabral e Rodolfo Vasquez: “Pessoas Perfeitas”. No teatro universal me fascinam atualmente os trabalhos do Edward Albee. Sempre corro para ver um bom Pirandello, que é sempre atual.

EDDY FERNANDES, dramaturgo, roteirista e publicitário:

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“O beijo trocado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg no primeiro capítulo de Babilônia saiu do caderno de cultura e ganhou as páginas políticas. Um grupo de parlamentares, representantes da Frente em Defesa da Família Brasileira, veio a público promover um boicote contra a novela que, segundo eles, faz apologia ao mal e é produzida com intenção de ameaçar os valores morais. O que você pensa sobre o assunto? Não sobre a polêmica do ‘beijo gay’ – pois acredito que o tema está mais do que superado –, mas sobre a patrulha da intolerância agindo sobre os produtos de dramaturgia. Acredita que ela pode ser um elemento repressor ao trabalho do novelista?”

Você disse tudo que eu acho, Eddy. Parlamentares nada fazem pelo teatro brasileiro, a não ser alguns conservadores burros que em nome da família, que eles imaginam ser igualmente burra, exercem o execrável ofício da censura. Gente retardada, sem nenhuma sintonia com o país, com o mundo atual. O tema do homossexualismo já devia estar superado. Não existem apenas dois sexos, só os surdos e cegos afirmam isso. O casamento, a união de duas pessoas é muito mais rica, fascinante e abrangente. Homens se apaixonam por homens, mulheres por mulheres, num envolvimento honesto, saudável, produto de suas condições humanas. Não falo sequer em opção sexual, mas em condição sexual. Muito mais profunda, a condição sexual nasce com a pessoa, é fator genético, natural, que logo se manifesta para a vida. Como exigir que uma pessoa nasça com tendências masculinas ou femininas se o mundo é muito mais eclético? Talvez uma pequena porcentagem de pessoas revelam tardiamente suas tendências sexuais. Aquilo que, brincando, chamamos de “sair do armário”. Brincamos com coisa muito séria, pois nada é mais triste do que pessoas que têm uma condição homossexual clara para si e que escondem isso em sociedade. Devemos admirar o sofredor? Uma pessoa que é vítima de sua covardia ou da execração de ignorantes? Essas cenas em telenovelas ajudam muito a “banalizar” no bom sentido. Banalizar aqui significa a plena aceitação da sociedade ao convívio sadio de duas pessoas que se amam, independente de sexo. Tenho muita pena dos preconceituosos. Vivem em um mundo irreal, teleguiados por conceitos religiosos antiquados. Conheci um padre católico outro dia que me contou de sua paixão por um cantor que corresponde ao seu amor. Dei a ele minha peça “O Santo Parto” para ler…

TONICO PEREIRA, ator:

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“Lauro, você acha que os atores enriquecem o seu texto, ou o seu texto é mais importante que os atores?”

Você é um grande ator, Tonico! Em “Rio, Eu Te Amo” você foi o grande destaque ao lado da Fernanda Montenegro. Todo bom ator enriquece nossos textos. O mau ator nos deixa em pânico, desesperados, pois revelam facetas pobres dos nossos personagens. Tive a grande oportunidades de ver meus textos representados por grandes atores e atrizes, tanto na TV como no teatro. Só para falar do teatro: Procópio Ferreira, Rodolfo Mayer, Francisco Cuoco, Rosamaria Murtinho, Mauro Mendonça, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Antônio Fagundes, Stenio Garcia, Raul Cortez, Célia Helena, Cleyde Yaconis, Dionísio Azevedo, Marco Antônio Pâmio, José de Abreu, Walter Breda, Roberto Bomtempo, Rolando Boldrin, Walmor Chagas, Jorge Chaia, Débora Duarte, Gracindo Júnior, Paloma Duarte, Petrônio Gontijo e Bárbara Bruno, com quem me casei para vê-la em outro papel.

DIONISIO NETO, ator e dramaturgo:

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“Como se deu a sua passagem do teatro para a TV? Você, ao escrever novelas se utilizava da sua experiência no teatro de que forma? Depois de escrever TV você ainda escreveu para teatro?”

Sempre convivi alternadamente com a televisão, o teatro e o cinema. Fiz mais de 20 novelas, 16 peças teatrais, 14 filmes. As experiências se inter-relacionam. Descobri coisas lindas no cinema que usei na TV e vice-versa. Mas tudo nasceu do teatro onde iniciei minha vida como dramaturgo, profissionalmente em “O Santo Milagroso” em 1963 no Teatro Cacilda Becker.

EMANUEL JACOBINA, roteirista:

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“Lauro, qual sua telenovela preferida, entre as que você escreveu? Em sua opinião, qual a telenovela mais importante da história da TV brasileira?”

Beto Rockfeller foi a novela mais importante da TV brasileira, pois lançou em 1968 uma nova linguagem, reflexo do Brasil, debochado, fugindo do melodrama mexicano e cubano que impunham as regras de como fazer telenovela. Entre as minhas novelas as que mais gosto são “Escalada”, “O Casarão” e “Espelho Mágico”. Mas a de maior sucesso de audiência foi “O Salvador da Pátria”, mais lembrada que as anteriores.

SANDRA BARSOTTI, atriz:

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“Você já pensou em transformar a novela ‘O Casarão’ em filme? Eu acho que seria bárbaro! E você?”

Acho que “O Casarão” daria um bom filme, Sandra querida. Uma vez falaram em remake na televisão mas o Daniel Filho interveio: “Não! ‘O Casarão’ é um cult, e em cult não se mexe”. Palavras dele! Fiquei envaidecido.

GRAÇA MOTTA, roteirista e diretora de Cinema e TV:

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“Queria saber da possibilidade de uma nova adaptação de Espelho Mágico. Um marco nas novelas.”

Nunca ninguém pensou nisso. “Espelho Mágico” não deu uma audiência boa como “Escalada” e “O Casarão”, o que levou o Boni a destruí-la em palavras duras, punhaladas que nunca cicatrizaram. Ele me chamou para falar sobre o final da novela e eu disse: “Boni, eu acho que o público quer que…” O Boni me interrompeu e disse com seu habitual senso de humor: “…o público quer que a novela acabe logo!”. O Mario Prata me consolou com uma noitada de cerveja.

ZÉ ADÃO BARBOSA, ator, diretor e criador da Casa de Teatro de Porto Alegre:

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“Por que ele não escreveu mais para Teatro, era um excelente dramaturgo! Como ele vê sua peça “O Santo Milagroso” e esse poder evangélico nos últimos anos?”

Eu nunca parei de escrever para o teatro. Publiquei agora minhas obras completas para o teatro, são 16 peças. Todas encenadas! Em Porto Alegre, “O Santo Parto” esteve em cartaz recentemente. Não vi, mas me disseram que era um bom espetáculo. Uma peça que coloca um padre que dá luz a um filho, sendo o pai, um evangélico. Me envie seu endereço. Se você gosta do meu teatro, vou lhe mandar a caixa editada pela Giostri, com todas as minhas peças. Não vou mais escrever telenovelas, estou meio desanimado com o gênero, mas vou escrever, se der tempo, uma última peça…

TABAJARA MORENO, fã:

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“Os grandes novelistas brasileiros vieram do teatro. Essa tendência se manterá? Há alguma história que você ainda não tenha conseguido contar?”

Acho difícil que isso volte a ser regra da telenovela como foi nas décadas de 1960, 70, 80… A TV hoje está formando seus autores através dos colaboradores e eventuais cursos que ministra. Tenho mais mil e uma histórias ainda para contar. Pena que eu não acredite em reencarnação…

ANA DE HOLLANDA, cantora, compositora e ex-ministra da Cultura:

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“Lauro, qual é a importância que você vê no Teatro de Arena dos anos 50, 60, para a moderna dramaturgia brasileira? Beijos!”

Importância total ! O teatro brasileiro antes do Arena era um palco de grande dramaturgia clássica e contemporânea da dramaturgia americana e europeia. Nada contra! Formou grandes atores com a colaboração de muito diretores italianos. O teatro de Arena trouxe para o público os autores brasileiros: “Eles não Usam Black-tie” de Guarnieri, “Revolução na América do Sul” do Boal, “Chapetuba Futebol Clube” do Vianinha, e tantas e tantas peças saídas do Seminário de Dramaturgia, onde se discutia o Brasil e as técnicas dialéticas a partir de Hegel como trilha para as estruturas das peças. Uma técnica genial que o Boal bebeu em John Howard Lawson, excelente teórico do teatro americano. Eu tive oportunidade de beber essa dramaturgia na Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde fui aluno do Boal.

CLÁUDIO CURI, ator:

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“Lauro, entre seus inúmeros trabalhos em televisão e teatro, quais são a sua novela e a peça preferidas? Abraços!”

Já citei algumas anteriormente aqui mesmo. Mas para você, meu amigo, vou dizer o que mais me agrada até hoje. Na TV, “Espelho Mágico” e no teatro “Sinal de Vida”. Segredo! Não conte a ninguém.

NILSON XAVIER, colunista do canal Viva e do UOL, especialista em telenovelas e criador do site Teledramaturgia

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“Não tenho pergunta pra fazer, apenas entregue um recado: VOLTA PRA TV, LAURO!”

Vou voltar a fazer TV, Nilson. Só não me sinto capaz fisicamente de dar mais um ano de minha longa vida (77 anos, 3 meses e 14 dias). Mas estou lendo dia e noite para escrever uma minissérie sobre uma grande figura da arte brasileira – vou lhe dar a notícia em primeira mão quando fechar o projeto com uma emissora.

  

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Lauro começou na televisão na TV Excelsior com “Ninguém Crê Em Mim”. “O Morro Dos Ventos Uivantes” foi sua segunda e última novela para a emissora paulista.

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“O Salvador da Pátria” foi um estouro de audiência, faturamento e popularidade no horário nobre da TV Globo em 1989.

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Com Doc Comparato no Congresso Brasileiro de Dramaturgia de 2014.

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Mesmo com boa parte da novela indo ao ar depois das 23 horas, “Poder Paralelo” foi um trabalho vitorioso durante sua segunda passagem pela TV Record.

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O filme de 1973 tem roteiro do Lauro e direção de Aníbal Massaini.

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“Transas e Caretas” fez muito sucesso em 1984 no horário das sete. O robozinho Alcides era o hype do público jovem.

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Bárbara Bruno, mulher e companheira de armas de Lauro César Muniz.

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Paulo José, Armando Bogus e Renata Sorrah, algumas das estrelas presentes em “O Casarão”, novela de Lauro na TV Globo em 1976.

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Em 1977, Lauro escreveu a novela mais ambiciosa de sua carreira. “Espelho Mágico” trazia os bastidores do mundo das artes para a frente de um produto de teledramaturgia. Marcou época mas não fez o merecido sucesso popular.

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Gabriela Duarte é “Chiquinha Gonzaga”, personagem título da minissérie de 1999. Na foto está em cena com Carlos Alberto Riccelli.

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Filme de 1977 baseado no especial para a TV Globo que Lauro escreveu em 1974.

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Frame da abertura de “Escalada”, novela de 1975 na TV Globo.

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Lauro César Muniz, então um jovem e promissor artesão das palavras.

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1974. Lauro (sentado) escreve a novela “Corrida do Ouro” em parceria com Gilberto Braga (em pé).

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Matéria de jornal de 1977.

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Frame da abertura de “Os Gigantes”, novela para a TV Globo de 1979/80

Lauro Cesar Muniz e Laura Cardoso

Com a atriz Laura Cardoso.

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Reparem na máquina de escrever, recheada com mais um de tantos capítulos de telenovela escritos por Lauro César Muniz durante sua carreira.

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Paloma Duarte deu vida a uma mulher sem nome e cheia de mistérios em “Máscaras”.

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Com Alcides Nogueira, seu colaborador em “O Salvador da Pátria”.

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Marco Antônio Pâmio e Raoni Carneiro em “O Santo Parto”.

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Frame da abertura da novela “Araponga”.

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Claudio Curi e Cécil Thiré em “Roda de Fogo”, um dos maiores sucessos do horário das 20 hs. na TV Globo.

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1996/97. Fernanda Montenegro protagoniza a última novela de Lauro na TV Globo, “Zazá”.

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Lúcia Veríssimo no filme “As Feras”.

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27 comentários sobre “Lauro César Muniz: A consciência crítica da dramaturgia brasileira

  1. Foi ótimo conhecer mais sobre esse grande autor. Sua consciência política, sua forma de pensar a arte e sua dedicação servem como fonte de inspiração para quem deseja escrever, além de ser grandes qualidades para se aplaudir. Queria muito ter visto “Espelho Mágico”, uma das tramas mais originais da história. Parabéns, Rack! E sucesso ao blog. Estarei aqui sempre! Marcelo.

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  2. Só posso dar os parabéns por essa entrevista maravilhosa.Principalmente pelo que ele fala dos temas nas novelas de hoje sem criatividade, sempre a mesma coisa,enfim as novelas dele fazem falta na TV

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  3. Entrevista incrível, Parabéns!
    “Não vou mais escrever telenovelas, estou meio desanimado” É uma pena, nós, seus fãs ficaremos orfãos de suas obras (novelas) fantásticas e inteligentes.

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  4. Lauro é um dos maiores escritores de teledramaturgia da nossa história, o mais criativo, na minha opinião, visto que testou de tudo na tv. As suas Zazá e Poder Paralelo figuram entre as minahs novelas preferidas e gostei muito também de Máscaras, que para mim foi mal-compreendida e injustiçada pela Record que a colocou num horário muito infeliz.

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  5. Acompanhei “Poder Paralelo” , e vi também “Cidadão Brasileiro” …acho que como “Mascaras” foi seu último trabalho na TV , deveria ter sido mais bem planejado …não consegui ver sequer uma semana da trama , não havia lógica e o que era considerado uma novidade foi muito mal abordado(descasamento) a trama dentro de um navio de luxo era inverosímel e não havia um personagem sequer que cativasse o público , acho que isso não pode ser considerado ‘fechar com chave de ouro” espero que faça outros trabalhos , nem que sejam mais curtos…a TV e os bons telespectadores precisam de autores com a sagacidade que você e o brilhante Marcílio Moraes possuem!

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    1. Gostava muito de Máscaras. Muito mesmo, vi do começo ao fim com grande prazer. Mas como você, também gostei mais de Poder Paralelo. Essa me deixou escravizado em frente à TV. Abraço, obrigado pelo comentário!

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  6. Parabéns a vocês pelo blog, e por esta entrevista tão completa com o Lauro César Muniz. Grande autor que muito tem a nos dizer seja no cinema, teatro e televisão. Como o Nilson Xavier bem mencionou queremos muito a volta do Lauro para a TV, sentimos falta dos seus textos, a TV tem prezado muito a audiência, e ignorado a qualidade de bons trabalhos.

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  7. Lauro é um dos autores que mais admiro, cada novela dele é única, não se prende a fórmulas e repetições exaustivas. De todas as novelas dele, Espelho Mágico e Os Gigantes são as que eu mais gostaria de ver, por terem entrado para a história da TV como “problemáticas”.

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